Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A Ciência da Fé


 

Desde o surgimento da Ciência, ou mais precisamente das ciências, a começar por Aristóteles, e posteriormente com René Descartes, a religiosidade esteve apartada do desenvolvimento das pesquisas científicas. A filosofia de Aristóteles dominou o pensamento europeu a partir do século XII, porém, a revolução científica dos séculos XVI e XVII muda este quadro inserindo mudanças nos métodos científicos. Sem dúvida que a Ciência é uma das vozes da cultura humana, contudo, em não admitindo a força da fé, principalmente no campo da medicina, mais precisamente nos tratamentos para o restabelecimento da saúde humana, deixa de compartilhar de uma das mais belas formas de integração do homem com a vida. Nos EUA, pesquisadores em Neurobiologia dizem ter localizado no sistema límbico cerebral o deflagrador das experiências religiosas. Essa região do cérebro vincula experiências vividas a nosso universo emocional, e os testes realizados em monges budistas e freiras católicas demonstraram as atividades cerebrais intensas quando em estado de meditação e prece.

No Brasil, o neurocientista dr. Ricardo Leme, ligado à Associação Médico-Espírita do Brasil,  preconiza o desenvolvimento de sentimentos de gratidão à vida e o que ele denomina de dom supremo (de Deus), o amor, exemplificado por Jesus, para o bem estar físico, emocional e espiritual, pois esses estados de alma agem nos neurotransmissores e nas endorfinas facilitando a manutenção do estado de saúde e até a cura de enfermidades. Segundo ele, o estudo da neurobiologia da fé talvez possa ser a ferramenta a mais na busca pelo algo que falta à humanidade para o seu funcionamento mais harmônico como um todo. 

Jesus de Nazaré, em sua jornada de paz sobre a Terra, dizia aos enfermos curados por seu amor: “a tua fé te curou”, porém, acrescentava: “mas não tornes a pecar”, como um alerta à grande responsabilidade que temos perante o dom da Vida e a oportunidade da reencarnação, a nós concedidas pelo imenso amor de Deus.  Façamos por merecê-las – hoje e sempre.   

 Sonia Theodoro da Silva  -  São Paulo – SP